China, o gigante asiático – impressões

A China é um país imenso no coração da Ásia! Um gigante que presenteou o mundo com a Grande Muralha, levantada antes do século III A.C. e reconstruída entre os séculos XV e XVI cruzando o país de leste a oesteum exemplo majestoso da arquitetura chinesa. Nação de tradições fortes, de crenças marcantes, de um povo unido e corajoso.

Já nos séculos anteriores, a China demonstrava força ao defender suas enormes fronteiras dos povos invasores, como o árabe e o mongol, e no presente continua a surpreender a todos revolucionando a economia internacional ao oferecer qualquer produto ou serviço, de qualidades diversas, por preços imbatíveis, ao mercado mundial.

Ao descrever esta nação, o emprego de superlativos soa como algo natural e muito adequado. Ela, que nos impressiona pela beleza dos seus templos enormes cheios de cor e incensos, transpira histórias milenares, que nos revelam traços da sua cultura, e especialmente das emblemáticas dinastias chinesas.

Os templos em Pequim (Beijing, em inglês), capital da China, ficam no meio de jardins ou de terrenos gigantes onde tudo foi precisamente projetado para ser ou funcionar de acordo com os hábitos e os rituais sagrados, como as oferendas, da época em que foram construídos. Assim os detalhes encaixam-se perfeitamente à medida em que conhecemos melhor as histórias por trás deles.

Quando pensamos nesta grandiosa nação, precisamos salientar outros pontos fortes e tradicionais da sua cultura. É o caso do taoismo, do horóscopo chinês e da medicina tradicional chinesa, que dividi-se em várias especialidades, entre elas, a acupuntura e a fitoterapia. Enquanto a primeira define-se como um tratamento através das agulhas inseridas nos pontos dos meridianos do corpo humano, a segunda utiliza-se de plantas medicinais para tratar o homem.

Já o taoismo, muito mais do que uma religião, trata-se de uma filosofia de vida, um conjunto de crenças e tradições que moldam um estilo de vida. O taoismo também influenciou as artes, tais quais, a pintura, a literatura e a escultura, para melhor traduzir os valores de seu povo, como a importância da reverência aos antepassados e da aceitação da natureza como fonte de toda a felicidade. O homem é parte da natureza e fica eternizado através do reconhecimento de seus herdeiros.

A China tem se reinventado de acordo com as suas necessidades e dado provas de suas louváveis características, como a resistência e a persistência. Depois de um longo período mergulhada no regime comunista, fechada ao mundo capitalista, reabriu suas portas no evento esportivo internacional, as Olimpíadas, em Beijing, há quase uma década, em 2008.

Quem não se lembraria das Olimpíadas de Pequim e do fofo Panda, um dos mascotes da comemoração? O Panda foi inspirado no panda gigante, animal símbolo do país e espécie ameaçada de extinção, e representava na festa esportiva a coexistência entre a humanidade e a natureza.

De repente o mundo inteiro estava de olho na China. E mais uma vez, ela fez bonito. Claro que a conta foi alta, pois vários bilhões de dólares foram investidos na construção de complexos esportivos, sistemas de transporte, alojamentos para atletas, etc.

Com isso a capital foi repaginada e várias construções viraram importantes pontos turísticos da era contemporânea, tal qual o estádio nacional de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaros, devido ao seu exterior lembrar um ninho.

A nação anfitriã realmente se esforçou para causar a melhor impressão possível, assim como os seus atletas, já que a sua delegação foi a segunda colocada no ranking de medalhas, deixando um gostinho especial de vitória para os chineses.

Atualmente a China lida também com questões pertinentes ao mundo super capitalista, pois não podemos deixar de falar sobre a intensa poluição na sua capital super populosa. O trânsito é um problema importante também, assim como a falta de educação nele (no trânsito) e os hábitos mais “descuidados” ou até provincianos dos habitantes desta grande metrópole.

Por outro lado, o gigante asiático mostra ao mundo que aprende rápido, sem precisar deixar de lado toda a sabedoria advinda de seus antepassados. A terra de Confúcio, filósofo chinês, do século VI, cujo pensamento baseava-se nas crenças chinesas, é também palco das belas paisagens, das montanhas nebulosas, fontes de inspiração do filme americano Avatar, de cidadãos de grande devoção ao passado, que sabem, porém, da necessidade de rumar ao futuro com mais preparo e mais desenvoltura.

Com certeza a China não decepcionará o mundo. A distância entre o Brasil e ela não será apenas em sua dimensão geográfica. O buraco é muito maior, porque aqui enquanto patinamos num mar de lama da corrupção e impunidade, lá estão trabalhando em prol de sua nação. Sem querer usar um clichê, mas já usando, a união faz a força!

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