Ciclos – poesia

O ciclo das estações

Não cansa de se repetir.

Começar para terminar.

Fechar depois de abrir.

Insistir em mudanças que,

Fazem questão em despontar,

Costumeiramente, no mesmo lugar.

Cada estação tem uma intensidade,

Que pode ser exibida de diversas formas,

De um jeito explosivo ou até mesmo suave.

Muitas vezes vem a surpreender,

Tal como um ciclo de ventos,

Do rompante violento de um furacão

A uma leve brisa na atmosfera.

Tem como grande missão

Revitalizar plenamente desde o céu até a terra.

Sem jamais deixar dúvida alguma no ar

De seu poder invisível.

Agita as árvores,

Quebrando seus galhos,

Como se fosse murmurar…

Assim segue o ciclo da vida,

Impondo transformações,

Varrendo lamentos,

Espantando tormentos,

Enfim…preparando o terreno

Para aqui viver e morrer

E enfrentar as dores e delícias

Que mais um ciclo irá nos trazer!

 

 

 

 

 

 

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