Nossa Relação com as Emoções

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O cérebro é formado por neurônios, células que se conectam formando uma rede neural.  O ser humano constrói um repertório de vida baseado em suas próprias experiências, que ficam impressas em cada conexão dessa rede. Por isso toda vez que uma resposta emocional, frente a determinadas situações, é solicitada pelo cérebro, ela surge automaticamente  associada a uma memória;  individual e subjetiva.

Através da plasticidade cerebral que o homem possui, as conexões neurais são infinitas   possibilitando o contato com um mundo rico de memórias ligadas a sentimentos diversos. Mas é muito importante que saibamos evoluir emocionalmente, e para tanto precisamos desconstruir comportamentos enraizados que adotamos e fazermos novas escolhas.

Cada emoção dentro de nós é representada por uma química, que muitas vezes faz mal para o nosso organismo, por isso não podemos nos acomodar e ter receio em fazer mudanças! Estas devem acontecer primeiro em nossas mentes a fim de nos guiar por outros caminhos e por uma vida mais sadia.

A construção do ser passa pelo exercício do sentir. É através das relações consigo mesmo e com o outro que experimentamos diversas emoções, mas devemos olhar para elas sem procurar traçar uma linha que as divida em boas ou ruins, ou melhor, qualquer sentimento tem potencial de nos fazer bem ou não. São todos necessários e têm hora e momento certos para aflorar.

A alegria e a tristeza são retalhos nesta colcha de memórias que construímos ao longo de nossa existência. Uma complexa teia de emoções que aos poucos vai se formando em nossa mente. Está tudo gravado lá. E assim automaticamente acionamos os sentimentos necessários para transmitir a emoção que desejamos exprimir.

E se a emoção vier forte demais e tomar conta da nossa mente? Teremos que lidar com ela. Quando a alegria surge, é claro que a sensação de prazer vem junto e flui de uma forma mais gostosa. Mas a tristeza faz parte e é igualmente importante em nossa vida. Muitas vezes ela é necessária para o nosso crescimento interior. E mesmo que o aprendizado não seja fácil, ou melhor, nos cause desconforto ou dor, a tristeza é um sentimento como qualquer outro; inevitável e imprescindível.

A criança precisa ser encorajada a entrar em contato com os seus sentimentos. Como um processo que deve ser desenvolvido tanto no ambiente familiar como no escolar também, que quanto antes começar a ser explorado, maiores chances darão à criança de se conhecer melhor para fazer escolhas emocionais mais acertadas em sua vida.

O cérebro é mesmo uma preciosa caixa de surpresas que nos oferece recursos ilimitados. A oferta pode até ser grande demais. Por isso precisamos aprender a lidar com as emoções despertadas em nós mesmos, e poder reinventá-las, dar um novo sentido a elas, afinal a vida não é estática, ao contrário está em constante movimento e exige de nós flexibilidade mental.

 

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