Ramona Rodriguez, a heroína da semana!

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Em setembro de 2013, Ramona Matos Rodriguez, uma médica cubana assinou o contrato para trabalhar no Programa Mais Médicos em território brasileiro, uma parceria entre Brasil e Cuba amplamente divulgada para selar um acordo de interesses comuns entre os governantes dos dois países.

Programa idealizado há algum tempo e, que agora colocado em prática, dará à Cuba R$ 40 milhões de reais por mês, ou seja, R$ 10 mil reais ao mês por médico contratado. Esta semana Ramona veio à público pedir asilo político alegando sentir-se enganada pelo governo cubano ao descobrir o valor real pago por médico pelo programa.

Cuba repassará apenas a cada médico intercambista o valor de U$ 400,00 mensais para sua sobrevivência aqui no Brasil, e mais U$ 600,00 mensais por sua família em Cuba. Ou seja, os cubanos contratados para trabalhar no Brasil recebem um valor bem inferior ao acertado no acordo entre os dois governos.

Logicamente Ramona revoltou-se contra a maneira ultrajante como os cubanos, médicos ou não, são tratados em seu país. E resolveu não aceitar tal situação, mesmo sabendo que irá pagar um preço alto demais pela sua “desobediência”.

Depois do vazamento de informações e valores constatados fica muito difícil acreditar em alguma justiça no sistema comunista na ilha de Fidel. Além de saltar às vistas de todos a total falta de respeito aos direitos humanos a que o povo cubano é submetido.

O caso é de um absurdo tão grande que nos faz pensar em trabalho escravo. E não apenas devemos responsabilizar Cuba, mas também o Brasil por compactuar com tais ações e permitir que elas aconteçam em território nacional, já que o programa acontece em nossas terras.

Agora os Conselhos de Medicina manifestaram-se pedindo explicações em apoio à corajosa médica. Ramona vomitou o que estava entalado em nossas gargantas! 

Por favor não vamos deixar que deportem Ramona! Todos sabem o que acontecerá com ela se ela voltar à ilha cubana…

                                                                                                                                            Ana Cristina Teixeira

Conselhos de Medicina pedem apuração de denúncias de agressão aos direitos humanos e trabalhistas
Qua, 05 de Fevereiro de 2014 14:59
O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) divulgaram nota à sociedade nesta quarta-feira (5), por meio da qual pedem às autoridades nacionais e internacionais que apurem com rigor as denúncias feitas pela intercambista cubana Ramona Matos Rodriguez, contratada pelo Ministério da Saúde. Em nota, os Conselhos de Medicina conclamam a sociedade para que sejam contra qualquer agressão aos direitos humanos, individuais e do trabalhador e ressaltam, ainda, a necessidade de se respeitar os princípios de um Estado Democrático de Direito.Confira abaixo a íntegra da Nota do CFM:

NOTA Á SOCIEDADE

Em relação à situação da cubana Ramona Matos Rodriguez, intercambista de Programa do Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) conclamam as autoridades brasileiras, universidades, imprensa e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se posicionarem contra qualquer agressão aos direitos humanos, individuais e do trabalhador.

Os Conselhos de Medicina solicitam que as denúncias feitas por esta intercambista sejam apuradas com rigor pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Supremo Tribunal Federal (STF). O CFM e os CRMs lembram ainda que Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), ambas já acionadas pelas entidades médicas, também devem ser chamadas a se manifestar contra situações de abuso aos direitos humanos, assegurando direitos e responsabilidades legais em termos de emprego e condições de trabalho.

Finalmente, o CFM e os CRMs ressaltam que o respeito à dignidade da pessoa humana é um princípio do Estado Democrático de Direito, o qual deve ser observado para permitir o exercício pleno da cidadania em todos os seus aspectos.

Brasília, 5 de fevereiro de 2014.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

 CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA (CRMs)

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