Poesia – A Terra e O Tempo

A Terra e o Tempo
A Terra e o Tempo

A mocidade foi embora,

Como a água apressada do rio

Atropelando pedrinhas brilhantes,

Cravadas no fundo do seu leito.

Tanta juventude passou rapidamente,

Como ventania forte

Que, inexplicavelmente,

Dissolveu-se no ar,

Deixando para trás

Marcas de uma vida,

Carregada por gerações

De certezas e injustiças.

Calor abafado,

Difícil de respirar,

Que desce apertado

Pela garganta seca,

Sem medo de castigar.

São como as dores da terra,

Tomada à força,

Daquele que chora,

Que pede e que implora

Para dela cuidar.

O bravo guerreiro que a vigia,

Sem nunca desistir da luta,

Merece medalha,

Ou prenda maior,

Como um amor para encontrar.

Não conta vantagem

Nem consegue mentir,

Apenas lava a alma

E continua a sorrir.

Pois sabe que a terra

Não é só sua.

É de todo homem valente,

Que se faz presente.

É daquele que conta uma história

Aos seus descendentes.

Fala das guerras,

Do sangue derramado.

E sobretudo imagina

Em conseguir deixar seu legado,

Não apenas como um presente,

Mas também como uma forma

de plantar sua tão sonhada semente!

O poema acima, cujo nome é A Terra e o Tempo, foi uma maneira de homenagear a maravilhosa obra de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento.

Fiz uma livre interpretação da história em forma de poesia. 

6 comentários em “Poesia – A Terra e O Tempo

  1. Cris,

    Parabns !!! Linda poesia.

    O tempo passa para todos e deixa como legado ensinamentos de uma vida.

    Abs,

    Mig

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