Crica’s favourite XVIII – Intocáveis – filme

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Que produção belíssima! A dupla de atores François Cluzet e Omar Sy, interpreta respectivamente Philippe, um aristocrata rico, e Driss, um ex-presidiário pobre do subúrbio de Paris, que acaba fazendo uma parceria pouco provável, diga-se de  passagem, mas com o desenrolar da história prova ter sido construída na base de uma amizade verdadeira repleta de admiração mútua, além de uma dose generosa de cumplicidade.

 A telona consegue transmitir o carisma da dupla de atores e a indiscutível química entre eles. Fica claro que o sucesso do filme deve-se muito a esta notável sintonia entre Omar e Cluzet. E o título original Intouchables, traduzido aqui no Brasil como Intocáveis, anuncia que pessoas de realidades distintas podem ficar presas dentro de si mesmas numa posição inatingível, talvez até sem nenhum contato físico, mas que tudo isso pode mudar…

Com certeza é uma história que toca no coração das pessoas. Não de uma maneira dramática, até porque o filme é engraçadíssimo. Para rir do começo ao fim. Mas com muito bom humor e leveza nos faz pensar no milagre de estarmos vivos. Primeiro porque viver não significa estar vivo. Muitos de nós estão apenas sobrevivendo, mas não sabem o que é sentir.

No filme o que importa é que exista a disposição para o sentir, vale a pena todo e qualquer tipo de emoção e prazer. Até mesmo se a única parte do seu corpo, recurso que você tenha para entrar em contato com as sensações, seja a orelha. É este o recurso de Philippe, que por conta de um acidente ficou tetraplégico. Preso a uma cadeira de rodas e totalmente dependente da ajuda de terceiros, dispõe de sua orelha como única região com sensibilidade ao toque.

Por circunstâncias da vida, os protagonistas acabam se conhecendo, e Driss aceita trabalhar como cuidador de Phillipe. São homens de mundos tão diferentes, que graças à gentileza do destino, têm suas vidas modificadas e enriquecidas pela troca de experiências.

Ambos estavam abertos às mudanças. Desde a primeira cena dos dois, Driss olhou para o aristocrata como um homem comum, sem demonstrar qualquer traço de piedade. Esta forma de tratamento fez com que se aproximassem e ficassem numa posição de igualdade. Não houve espaço para lamentações e nem mesmo para resignações.

 Um lindo filme recheado de cenas fortes e comoventes provando que a fusão de mundos tão opostos pode ser uma aventura interessante. Os dois estavam ali para ensinar e aprender, um com o outro. Desde a prática de esportes radicais, a despeito de qualquer deficiência física, até verdadeiras aulas de dança e conversas sobre música clássica e arte contemporânea. Se por um lado Phillipe é um homem culto e de gosto refinado, por outro lado Driss nos contagia com a sua espontaneidade e vivacidade, exatamente como o seu estilo de música, uma coletânea dos anos 70 e 80, cheia de batidas fortes.

A vida nos oferece um leque de opções, assim como o gosto musical dos personagens, que como não poderia deixar de ser, é muito variado e amplo. Mas que no final das contas não existe melhor ou pior. Somos todos diferentes e iguais em muitas diferenças.

É emocionante saber que se trata de uma história real, ou pelo menos baseada em uma. Uma grande lição!  Para sair do cinema de bem com a vida e refletir cada vez mais se fazemos o que podemos, e que não é preciso sofrer para viver. Nem por isso as dificuldades deixarão de existir. O que nos resta é aprender a lidar com as vicissitudes que encontramos pela frente.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Olivier Nakache, Eric Toledano

Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot, Clotilde Mollet, Alba Gaïa Kraghede Bellugi, Cyrril Mendy, Christian Ameri

Produção: Nicolas Duval-Adassovsky, Laurent Zeitoun, Yann Zenou

Roteiro: Olivier Nakache, Eric Toledano

Fotografia: Mathieu Vadepied

Trilha Sonora: Ludovico Einaudi

Duração: 112 min.

Ano: 2011

País: França

Gênero: Drama

Cor: Colorido

Distribuidora: Califórnia Filmes
Classificação: 14 anos

4 comentários em “Crica’s favourite XVIII – Intocáveis – filme

  1. Delicia de critica. Bem feita, sensivel e convidativa.Da vontade de assistir para quem nao viu e rever para que ja viu. Parabens.Adorei o preso dentro de si proprio….verdadeiro ,real comum e dificil de ser identificado.Mane

      1. E a verdade e que não somo nada , temos que viver um dia cada dia,pois temos que para de ter dor de nos mesma e seguir em frente .Tem pessoa com problemas pior que saber conviver com a dificuldades com o espiritos de um guerreiro em vez de ficar chorando no que pode ser feito..Este filme e um lição de moral que temos que rfletir muito …

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