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Um espaço para Cultura, Educação & Entretenimento

Poesia – A Vida

Pensei que a vida custasse a passar…

Fosse um tempo longo que se arrasta devagar.

Mas a vida voa sobre nós.

É mais forte, mais dinâmica

E mais independente do que acreditava,

Do que imaginava nos meus devaneios mais ingênuos.

Alheia as nossas vontades,

Ou a qualquer desejo legítimo,

A vida segue e toma a direção

Que lhe parecer mais conveniente.

Numa lógica inexplicável,

Numa linguagem intraduzível

À compreensão humana.

Simplesmente não a controlamos,

Nem tampouco a entendemos.

Às vezes seu sentido é amplo

E complexo.

Em outras pode ser simples

E transparente.

A calmaria pode virar tempestade.

O certo pode ser relativo.

Não há como prever.

Mas se o início pode ser o fim

E vice e versa,

Só nos basta viver

O que há para viver

Como der ou puder ou vier…

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Brasil: Salve-se quem puder!

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Nós, brasileiros, temos muito de que nos orgulhar. Uma terra abençoada, fértil e digna de todos os clichês que lhe caem perfeitamente como uma luva: um país tropical com um belíssimo litoral e um povo animado e hospitaleiro. Temos sol o ano inteiro. Temos os rios e as montanhas… E a floresta amazônica!

Era uma área povoada por índios, que foram sumindo do cenário nacional. Hoje restam poucos. Algumas tribos que ainda são preservadas por piedosos senhores do nosso Brasil Varonil. Mas somos nós, os herdeiros desta terra tão prometida, que agora tocamos o barco… Ou seria melhor dizer, o navio?

A considerar o tamanho do Brasil somos grandes e unidos pelo mesmo idioma, mas também pela mesma passividade, um sentimento de ” deixar a vida me levar “, e estamos sempre na expectativa de que dias melhores virão. Dias que não chegam jamais. Noites que não terminam. E fantasmas sempre a nos perseguir!

Agora é o momento certo para dizermos que o ” Brasil é a bola da vez “, afinal aonde será a próxima COPA? Então a bola estará aqui sim! Bem debaixo de milhões de olhares de telespectadores espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Temos a promessa de que o governo investirá em grandes obras de modernização, pois o país será a sede de uma das mais importantes comemorações do esporte mundial. Que grande honra! Teremos melhores aeroportos, enfim uma melhor estrutura para receber os estrangeiros. Inclusive o povo já está aprendendo a falar inglês, talvez aprenda até espanhol! Acho que dará tempo para tudo.

Quanto ao resto, sabe aquela coisa toda sobre a importância em garantir SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO ao povo? É bobagem… todos têm atendimento na rede pública de saúde aqui. Não há filas para nada! Ninguém morre à espera de um leito na UTI! Não há pobreza. Todos têm casa própria!

Como cumprimos com os nossos deveres e pagamos todos os impostos em dia, os nossos direitos estão  assegurados. E assim continuaremos entorpecidos pela fantasia ridícula de Carnaval, de colocar um sorriso na cara o tempo todo e dizer para si mesmo que um dia as coisas mudarão. Só se for no século XXII!

Bem, vamos continuar empurrando com a barriga, minha gente, já que ela está bem cheia de cerveja para garantir a próxima partida na telinha! É o que nos resta!

Poesia – Recobrando os sentidos

Quando finalmente cheguei lá

Não sei se realmente é aonde queria estar…

Foram tantos percalços pelo caminho,

Tantas pedrinhas que me feriram,

Que já não me conheço mais.

As estradas são assim,

Como apostas que fiz.

Apenas por desejar sempre

O que me parecia melhor.

Mas tudo muda de uma hora pra outra,

Como um sonho que termina.

A razão pode não estar perdida,

Mas não me compreende mais.

Tudo seria mais simples,

Ou pelo menos diferente,

Se a escolha fosse outra…

E como desorganizar

O que está arrumado?

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Sinto que a vida é um estranho presente,

Que veio embrulhado num papel de seda,

Cheio de laços de todas as cores.

Não precisaria ter tanto enfeite…

Queria algo mais simples,

Como uma flor colhida de um canteiro qualquer,

Ou uma cartinha singela escrita com afeto

Pra guardar comigo pra sempre.

Como lembranças do que poderia ter sido.

 Um caminho não percorrido.

Uma música jamais tocada.

Desejos soltos no céu

Escondidos nas estrelas

Douradas de papel.

Somos todos monstros!!!


Quanta hipocrisia anda solta por aí…

Na hora de julgarmos o outro não temos o menor constrangimento em apontar os defeitos dele, e ainda por cima, nos sentimos chocados por tais faltas cometidas!

Queremos justiça, democracia, direitos reconhecidos, mas será que fazemos a nossa parte? Será que cumprimos nossas obrigações enquanto cidadãos, ou ficamos à espera de alguém que faça primeiro? Mas por que este “alguém” não pode ser você, ou eu?

Em algum momento teremos que assumir nossas responsabilidades. E já não é sem tempo! O problema é que a população assume o papel de uma terceira pessoa, como se fosse uma entidade superior, uma força maior que nunca tem “culpa” de nada!

O trânsito é ruim, as praias estão poluídas, as cidades grandes estão cada vez mais perigosas, os pedestres são impacientes e os motoristas mal educados. E quem é o responsável por tudo isso? Bem, a sociedade… E daí? Somos todos parte da sociedade, não é mesmo? Por isso é tão importante a tomada de consciência de cada um de nós para manter o equilíbrio do planeta.

Mas se o meu vizinho não está preocupado em fazer a coleta seletiva do lixo e nem se preocupa em economizar água, por que sou eu que vou me incomodar?

Seguimos assim… sempre arrumando desculpas para não sairmos do comodismo, para não perdermos o lugar na fila do banco, da caixa de supermercado ou do assento no transporte público…

Quanta hipocrisia anda solta por aí....

Aliás, falando em público, aquilo que é público parece não ter um dono efetivamente, então posso usar e abusar daquilo que for ” para todos”. Não é “meu ” mesmo. Pois é, vivemos em tempos narcisísticos… O “meu” é sempre muito mais importante do que o “seu”. Além do mais a prioridade deve ser “minha”, obviamente!

Sabemos muito bem que certas atitudes deveriam ser tomadas em prol de um bem maior, ou seja, deveríamos confiar nos nossos representantes para que estes pudessem tomar as medidas corretas que garantiriam um mínimo de dignidade ao povo atendendo às condições básicas de saúde, economia e segurança. Infelizmente nossa realidade está distante dessas aspirações.

Se da esfera do Estado temos uma visão tão negativa, o que podemos esperar da esfera familiar? Um caso quase apocalíptico… Faz-se necessário uma reflexão muito profunda.

Quanto à questão, como Educação, por exemplo, temos, não raras as vezes, dois pesos e duas medidas. Uma para os meus filhos, meus parentes, etc… E outra para os filhos e parentes do vizinho, que são sempre os problemáticos e más companhias.

Nossas crianças não têm limites. E por que será? Porque estamos todos ocupados demais com as nossas coisas, as nossas vidas. Aliás, pagamos escola pra quê? Bons estudos, cursos, viagens, além de todas as coisas que compramos para os nossos filhos… Tudo isso em nome de uma boa formação que garantiria a eles mais chances de um lugar ao sol. 

O problema é que não existe mais “não” para o jovem. Ele pode tudo e acredita piamente nesta verdade. A sua vida é mais importante do que a do outro. Pelo menos é isso que parece. .. Como se o valor de cada vida fosse relativo.

Se acontecer algo com o filho do vizinho, qualquer tipo de envolvimento ilícito, foi porque o pai alimentou um monstrinho em casa, que em nada se parece com aquele que chamamos de nosso filho e criamos debaixo das nossas asas fazendo todas as suas vontades…O nosso filho amado não pode ser contrariado. O filho, que nos tempos atuais tem autoridade sobre o seu próprio pai, precisa ser poupado.

Não, meus caros, o mundo não é cruel. Cruéis somos nós, as pessoas que o habitam.

Minhas doze frases

Estão aqui doze frases, de diversas personalidades influentes no mundo, que me impactaram muitíssimo pela simples verdade que carregam em si.

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Ver um mundo em um grão de areia e um céu numa flor selvagem

é ter o infinito na palma da mão

e a eternidade em uma hora.

William Blake

Se matamos uma pessoa somos assassinos.

Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis.

Charles Chaplin

A civilização é um movimento

E não uma condição,

Uma viagem

E não um porto.

Arnold J. Toynbee

Precisar de dominar os outros é precisar dos outros.

O chefe é um dependente.

Fernando Pessoa

O ignorante afirma,

O sábio duvida,

43048681.jpgO sensato reflete.

Aristóteles

A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente,

consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser.

Sócrates

Não sei ver nada do que vejo;

vejo bem apenas o que relembro

e tenho inteligência apenas nas minhas lembranças.

Jean Jacques Rousseau

Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela,

nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.

José Saramago

Mudar é dificil, mas é possível.

Paulo Freire 

É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso

do que à ponta da espada.

William Shakespeare

O oposto do amor não é o ódio,

mas a indiferença.

Érico Veríssimo

A paz exige quatro condições essenciais:

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verdade, justiça, amor e liberdade.


Papa João Paulo II

 

 

 

Poesia – Despedida

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Por favor não me calem.

Soltem minha voz

Para que eu possa gritar.

Mesmo rouca e cansada,

Quero ouvir o som abafado ecoar.

Parem os carros.

Deixem-me passar.

Não me impeçam de atravessar.

Apaguem as luzes.

Cubram o céu.

Apenas por um momento.

Um só minuto eu peço…

Mas a vida continua

E ensina que não pode esperar.

Segue seu curso

E não nos permite voltar.

Sei que a dor será curada

Por uma força redobrada

Que dentro de mim nascerá.

Hei de sobreviver à madrugada.

Talvez retalhada,

Mais opaca.

Tingirei a vida com poucas cores,

Levarei comigo alguns dissabores.

Agora despeço-me do meu filho

Com um nó na garganta,

Uma dor apertada,

E ando depressa

Sem me arrepender do que fiz.

Falei coisas que não queria escutar,

Mas lhe ofereci aconchego.

E o amei todos os dias de sua vida

E ainda continuarei a amá-lo

Todos os dias da minha.

Lembrarei do seu jeito maroto

E manso de ser.

Do seu abraço gostoso.

Dos seus olhos vivos.

Guardarei seus cabelos prateados,

Seus retratos…

 Será sempre meu filho amado!

Evento – Oficina da Palavra Escrita – 04/05

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Venha participar da próxima OFICINA DA PALAVRA &SCRITA de uma forma descontraída e produtiva!


Um espaço dedicado aos escritores que nos habitam. 

Dia 04 de Abril (quinta-feira) das 18:30 às 20:30 

Av. Rebouças, 353 cj. 43 – SP

Faça a sua inscrição mandando um e-mail para

acristinateix@hotmail.com

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Vamos libertar a nossa criatividade e dar asas à imaginação!

Poesia – Finitude

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Estava aqui pensando,

Contrariado por ter que me defrontar

Com a finitude do homem,

É o destino inexorável de cada um de nós.

Se por um lado a angústia nos consome,

Por outro é inegável o sofrimento

Causado por perdas

Daqueles que nos são tão caros,

Mas que já tiveram que partir.

Não sei se vale a pena amar tanto…

É que o sentimento tão intensamente vivido

Acaba trazendo uma dor

Proporcional ao tamanho desse amor

Quando se chega ao fim.

Se sofrer é um efeito colateral

Dos que amam muito, eu não sei.

Não quero responder.

Nem ousaria tentar.

Muito menos deixaria de acreditar.

Por isso não fecharei o coração.

E apesar de tudo continuarei a apostar

 Que só no amor encontramos um sentido para a vida.

É o que nos conforta, nos estimula

E nos salva dia a dia

Das frivolidades do mundo,

Do olhar indiferente dos deuses,

De tudo aquilo que não interessa mais.

O amor é a única coisa que não tem fim.

 

Crica’s favourite XXII – O Voo (Flight) – filme

Este filme estrelado por Denzel Washington conta a história de um piloto aéreo, Whip Whitaker, que embora muito experiente acaba se envolvendo num acidente sob circunstâncias mal esclarecidas.

Whip é um personagem complexo que, através de suas atitudes e postura, alterna momentos de heroísmo e displicência de um típico bad guy, que não se importa com ninguém a não ser si próprio.

Enfim tudo indicava que o filme trataria de uma catástrofe, pois possuía todos os ingredientes necessários para isso: primeiro, havia uma aeronave sem manutenção adequada para seu uso, e segundo, um piloto irresponsável acostumado a trabalhar drogado e alcoolizado. Em outras palavras, uma combinação perfeita para se ter um acidente aéreo em um enredo cheio de ação.

Qual seria a tradução de uma história assim, ou melhor, o que ela teria a nos dizer?

Talvez possa ilustrar a inversão de valores que vemos hoje tão de perto… O dinheiro fala mais alto que a vida humana. Esta pode valer muito pouco, tão pouco que os riscos assumidos se justificam pelo contexto capitalista.

Mas nos deixa uma reflexão importante para os dias atuais. Realmente é tão mais fácil deixar o outro ser responsabilizado pelas nossas fraquezas e desatinos do que se levar em conta os valores morais.

O pior não é ser responsabilizado pelo acidente, mas envolver pessoas sem culpa alguma na história. E Whip, num ato heroico, consegue reparar seus erros. Obviamente o filme precisa terminar dentro do padrão politicamente correto.

É necessário reiterar sempre que a liberdade é aquela que está dentro de si próprio. Poder tomar as rédeas da sua vida é algo que requer um amadurecimento, e isso não tem preço. Não precisar fugir de você mesmo é dar o primeiro passo em direção a um caminho com maior consciência.

E Whip o faz impecavelmente. Sim, todos erram, mas há de se ter muita hombridade para assumir as suas falhas. E mais, entender que o único responsável pelas suas ações será sempre você. Whip é a nossa redenção. Sim, ainda há cura para as injustiças cometidas no planeta!

Entretanto pouco se mostrou à respeito daquela cia aérea. Queria saber sobre suas responsabilidades neste caso. Sobre o avião com problemas de manutenção. 

Bem, acho que aí adentraremos em uma outra esfera: a dos peixes maiores. Não iremos por este caminho, aliás este não era o foco do filme!

O melhor é assistir mais um ótimo trabalho de Denzel, que só por sua história de vida já deveria ser considerado um  heroi afro-americano.

Informações Técnicas

Título no Brasil:  O Voo

Título Original:  Flight

Direção: Robert Zemeckis

Elenco: Denzel Washington, John Goodman, Don Cheadle, Melissa Leo, Bruce Greenwood,  Kelly Reilly 

País de Origem:  EUA

Gênero:  Drama

Classificação etária: 14 anos

Tempo de Duração: 138 minutos

Ano de Lançamento:  2012

Poesia – Meu Primeiro Ano

O ar quente, super abafado,

As nuvens pesadas que denunciam

A chuva forte que vem chegando…

São sinais de mais um fim de verão!

É a natureza…

Que define seus caminhos

E segue seu curso,

Mas dá garantias,

Como o sol e a lua,

A noite e o dia,

Que o verão que logo termina

Vai deixando saudades

Em toda a gente que recomeça a sua rotina.

Unknown

Neste fim de verão

Só tenho a agradecer

Pelo nosso primeiro aniversário juntos.

Como uma transformação repentina em minha vida,

Passei a cultivar este blog com carinho e alegria.

São 95 publicações variadas:

Umas com tom mais sério, outras nem tanto.

Algumas homenagens a pessoas queridas.

Textos que expressam pontos de vista

Ou oferecem sugestões,

Ficam aqui e agora para sempre registrados

À espera dos seus sinceros comentários!

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